TIM RESCALA

ACADÊMICO

RAIMUNDO FAGNER

Cadeira: 29

Patrono: Antônio Abujamra

Membro: Titular

Seção: Artes (Música/teatro/humor)

Eleição: 04/11/2022

Posse: 12/11/2022

Sob a presidência: José Roberto Tadros 

Antecessor:

Tim Rescala estudou teoria musical e piano na UFRJ de 1976 a 1978 e na Escola de Música Villa-Lobos. Em 1979, na mesma instituição, estudou contraponto e arranjo com Hans-Joachim Koellreutter, com quem continuou a estudar composição até 1983. Nesse ano, licenciou-se em música pela UNI-RIO. Em 1979, conquistou o primeiro prêmio do Concurso de Composição da Escola de Música Villa-Lobos e Colégio da OSB.

Recebeu o Prêmio Mambembe em 1983 pela música das peças Will e A Porta, e participou de festivais de música contemporânea no Brasil e no exterior, incluindo o Festival Sonidos de las Américas-Brasil (1996) em Nova York, onde apresentou obras no Weill Recital Hall, no Carnegie Hall. Em 1993, recebeu novamente o Prêmio Mambembe pelo texto do musical infantil Pianíssimo, montagem que lhe rendeu também o prêmio Sated em Belo Horizonte.

Em 1995, ganhou bolsa do Rio-Arte para compor a ópera infantil A Orquestra dos Sonhos, encenada no CCBB-RJ e lançada em CD pelo selo Pianíssimo, pioneiro no Brasil no gênero. Por seu musical Papagueno, recebeu o Prêmio Mambembe de 1997 pelo melhor texto, o Prêmio Coca-Cola pela melhor música e dois troféus Mambembe pelos espetáculos Papagueno e A Orquestra dos Sonhos. Pelo mesmo espetáculo, conquistou o prêmio Golfinho de Ouro do Governo do RJ.

De 1997 a 2000, apresentou a série Concertos para a Juventude, no Teatro Carlos Gomes, RJ. Em 1998, estreou a opereta de rua O Homem que Sabia Português, recebendo em 1999 dois prêmios Sesc/Sated e o Prêmio Shell pela melhor música. Estreou a ópera A Redenção pelo Sonho no Sesc Ipiranga, sobre a vida de Monteiro Lobato. Em 1999, recebeu bolsa Vitae para a obra Brincando de Orquestra.

Em 2001, ganhou o Prêmio Shell pela música do espetáculo Um trem chamado desejo, do Grupo Galpão. Pianíssimo tornou-se a primeira peça infantil apresentada na Comédie Française de Paris, e Papagueno foi encenado em várias cidades francesas. Em 2002, escreveu a ópera 22 Antes Depois ao lado de Arrigo Barnabé e Guto Lacaz e lançou diversos CDs pelo selo Pianíssimo, incluindo Romance Policial e Contos, Cantos e Acalantos, que recebeu o Prêmio TIM de melhor CD infantil.

Entre 2004 e 2006, compôs trilhas para TV, incluindo Hoje é Dia de Maria e Sítio do Picapau Amarelo, além de dirigir projetos educativos como Multimúsica no Rio de Janeiro. Em 2007, escreveu o musical A Moreninha, criou a performance audiovisual Fuga a sete vozes no labirinto de Escher e Borges e participou da fundação da Musimagem Brasil – Associação Brasileira de Compositores de Música para Audiovisual.

Entre 2008 e 2010, compôs trilhas para Capitu, Velho Chico, Dois Irmãos e espetáculos infantis, como O Cavalinho Azul e Blum-Blem-Blom, além de peças de concerto, como Sete Vezes e Quarteto Circular, indicada ao Grammy Latino. Em 2013, recebeu o prêmio APTR de melhor música pelo espetáculo Era uma vez Grimm e compôs a ópera O Perigo da Arte, considerada uma das dez melhores do ano pelo Jornal O Globo.

Nos anos seguintes, escreveu trilhas e músicas para espetáculos, filmes e programas infantis, incluindo Meu Pedacinho de Chão, A Feira de Maravilhas do Barão de Munchausen, Pinóquio, Homo Tapiens e O Pequeno Príncipe – concerto para narrador e orquestra, e compôs para bandas sinfônicas e orquestras como a Orquestra Ouro Preto e a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF. Trabalhou em projetos educativos e beneficentes, incluindo o programa Um Abraço em Beirute com Ricardo Feghali, e peças para a WASBE – World Association for Symphonic Bands.

“A criação da Academia Líbano-brasileira de Letras, Artes e Ciências é mais que oportuna, pois aprofundará a relação entre os dois povos e a colaboração entre eles.

Os três pilares da Academia, letras, artes e ciências, são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer nação. A partir de agora significarão um elo ainda mais forte entre o Líbano e o Brasil.”