JOSÉ MAURÍCIO BUSTANI

ACADÊMICO

JOSÉ MAURÍCIO BUSTANI

Cadeira: 11

Patrono: Aziz Ab´ Saber

Membro: Titular

Seção: Ciências (Diplomacia)

Eleição: 04/11/2022

Posse: 12/11/2022

Sob a presidência: José Roberto Tadros 

Antecessor:

José Maurício de Figueiredo Bustani nasceu em Porto Velho, Rondônia, e é diplomata brasileiro. Filho de Maurício José Bustani e Guajarina de Figueiredo Bustani, e irmão da pianista Linda Bustani, sua família se mudou em 1956 para Niterói em busca de melhor educação. Formou-se em Direito pela PUC-RJ em 1967 e ingressou no Instituto Rio Branco, iniciando sua carreira diplomática no mesmo ano.

Ao longo da carreira, Bustani ocupou importantes cargos no Ministério das Relações Exteriores, incluindo chefe e diretor-geral do Departamento de Organismos Internacionais. Serviu em missões diplomáticas em Moscou, Viena, Nova Iorque, Montevidéu e Montreal, e ocupou os cargos de cônsul-geral e ministro de primeira classe. Em 1996, foi admitido à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.

Em 1997, Bustani foi eleito o primeiro diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), com sede na Holanda, organização independente ligada à ONU que implementa a Convenção sobre Armas Químicas. Reeleito em 2000, não completou o segundo mandato devido a pressões do governo dos Estados Unidos no contexto das supostas armas químicas do Iraque. Bustani defendia a adesão do Iraque à OPAQ para inspeções, mas foi destituído em abril de 2002 por 48 votos a favor, sete contra e 43 abstenções. Especialistas defenderam sua gestão, acusando os EUA de esvaziar a entidade para proteger a indústria química de países ricos.

Após a destituição, Bustani atuou como cônsul-geral do Brasil em Londres. Em 2003, tornou-se embaixador do Brasil no Reino Unido, e em 2008 passou a chefiar a representação brasileira em Paris, permanecendo até sua aposentadoria em 2015. Em 2013, a OPAQ recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

“A Academia Líbano-Brasileira de Letras, Artes e Ciências poderá ser um importante foro de intercâmbio, entre libaneses e brasileiros de extração libanesa ,sobre uma diversidade de temas de interesse mútuo. Servirá sobretudo para promover uma maior aproximação entre Líbano e Brasil, que hoje existe mais no imaginário coletivo das famílias que emigraram para o Brasil que propriamente no conhecimento vivo e atual das duas comunidades. Acredito que poderá fomentar a publicação em ambas as línguas de obras literárias e científicas, bem como um entrelaçamento no campo das artes, hoje quase inexistente. A Academia poderá eventualmente promover visitas recíprocas de representantes significativos das áreas de atuação da instituição, por meio de conferências e seminários, encontros entre cientistas, apresentação de artistas em suas diversas manifestações, além de propiciar estímulo a um intercâmbio turístico de monta. Não se pode esquecer, ademais, o papel que poderá a Academia exercer na facilitação do aprendizado da língua árabe pelas novas gerações, que nas últimas décadas deixou escapar o idioma de seus antepassados.

Acredito que a agenda da Academia, primeira na nossa história, deverá estar sempre aberta a novas ideias e propostas que visem ao verdadeiro reencontro do Brasil com o Líbano.”

“Sinfonia de um Homem Comum” é um documentário sobre o diplomata brasileiro José Maurício Bustani. Dirigido por José Joffily (conhecido pelo filme Soldado Estrangeiro), o longa foi selecionado para exibição no festival É Tudo Verdade.

O documentário acompanha a trajetória de Bustani como diretor da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e retrata sua atuação em defesa do multilateralismo, destacando sua tentativa de impedir a invasão do Iraque pelos Estados Unidos.

[Trailer oficial do documentário:]