
Patrono: Arnaldo Jabor
Cadeira: 09
Seção: Artes/Letras

Arnaldo Jabor (Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1940 – São Paulo, 15 de fevereiro de 2022) foi cineasta, roteirista, diretor de cinema e TV, produtor, dramaturgo, crítico, jornalista e escritor. Filho de Salomão Jabor Sobrinho, de ascendência libanesa, e Diva Hess, Jabor nasceu em família de classe média com raízes portuguesas, alemãs e libanesas. Era parente do crítico literário Agrippino Grieco.
Formado no ambiente do Cinema Novo, participou da segunda fase do movimento, voltada à análise da realidade nacional, inspirada no neorrealismo italiano e na nouvelle vague francesa. Seu primeiro longa-metragem, o documentário Opinião Pública (1967), explorou a visão do brasileiro sobre sua própria realidade.
Nos anos 1970, durante a repressão política, buscou formas metafóricas e alegóricas para driblar a censura, como em Pindorama (1970). Conquistou reconhecimento com a adaptação de Nelson Rodrigues, Toda Nudez Será Castigada (1973), um sucesso de público e crítica, com Darlene Glória ganhando o Urso de Prata no Festival de Berlim. Seguiram-se O Casamento (1975), e Tudo Bem (1978), este último o primeiro da chamada Trilogia do Apartamento, sátira sobre as contradições da sociedade brasileira da época.
Na década de 1980, dirigiu Eu Te Amo (1980) e Eu Sei que Vou Te Amar, obras intimistas sobre crises amorosas, com grande repercussão de bilheteria.
Com a crise do cinema nacional nos anos 1990, Jabor migrou para o jornalismo, tornando-se colunista de O Globo e da Rede Globo, participando de telejornais como Jornal Nacional, Fantástico e Bom Dia Brasil, além da rádio CBN. Seus livros Amor É Prosa, Sexo É Poesia (2004) e Pornopolítica (2006) foram best-sellers, refletindo seu estilo irônico e crítico sobre cinema, política, sexualidade, economia e cultura.
Arnaldo Jabor faleceu em 15 de fevereiro de 2022, aos 81 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em decorrência de complicações de um AVC sofrido dois meses antes.

Filmografia
Prêmios e nomeações
Livros