
Cadeira: 01
Patrono: Antônio Houaiss
Membro: Titular
Seção: Letras
Eleição: 04/11/2022
Posse: 12/11/2022
Sob a presidência: José Roberto Tadros
Antecessor: –

Carlos Nejar é poeta, ficcionista e crítico literário, nascido em Porto Alegre (RS). Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e atuou por décadas no Ministério Público do Rio Grande do Sul, chegando ao cargo de Procurador de Justiça, função na qual se aposentou após integrar o Conselho Superior da instituição.
Paralelamente à carreira jurídica, consolidou-se como uma das vozes centrais da literatura brasileira contemporânea, com ampla atuação como professor, conferencista e jurado de importantes prêmios literários nacionais e internacionais. Exerceu cargos de destaque na Academia Brasileira de Letras, da qual foi secretário-geral e presidente em exercício.
Autor amplamente premiado em poesia, ficção e literatura infanto-juvenil, recebeu distinções como os prêmios Jorge de Lima, Machado de Assis, Cassiano Ricardo e da Associação Paulista de Críticos de Arte, além de comendas e títulos honoríficos no Brasil e no exterior. É fundador e presidente de honra da Academia Líbano-Brasileira de Letras, Artes e Ciências, sendo reconhecido internacionalmente como um dos grandes nomes da literatura brasileira dos séculos XX e XXI.

“As Academias são criadas para a defesa da cultura e civilização e é o desígnio desta nova Academia a aproximação entre o mundo, artes, ciências, letras do Líbano com o Brasil . E há que recolher o que nos une no tempo e na história, buscando contra o esquecimento a memória da criação árabe e a nossa.”

Carlos Nejar – Obra e Antologias
Carlos Nejar, poeta e tradutor gaúcho, é autor de uma obra poética extensa e participou de diversas antologias nacionais e internacionais. Sua obra reúne poesia lírica, simbolista e de inspiração universal, e suas traduções incluem importantes autores estrangeiros, como Pablo Neruda e Jorge Luis Borges.
Obras publicadas (organização geral)
Os Anjos e os Homens (1956)
Cânticos e Elegias (1959)
A Serra de Santa Catarina (1962)
O Exílio de Ulisses (1966)
A Luz do Oeste (1970)
A Morte e o Mundo (1971)
O Mundo e a Vida (1973)
A Ferocidade das Coisas (1975)
O Tempo e a Eternidade (1977)
Canga (1978)
A Idade da Eternidade (1981)
Poemas Reunidos 1956-1983 (1983)
A Pele das Palavras (1986)
As Cores do Silêncio (1990)
O Destino das Formas (1994)
Poesia Reunida 1956-2000 (2000)
A Luz e a Sombra (2005)
Obra Poética Completa (2010)
Novos Poemas (2015)
Antologias nacionais e internacionais (em que Carlos Nejar está incluído)
Nacionais:
A Novíssima Poesia Brasileira (1962), Dois Poetas Novos do Brasil (1972), Cinco Poetas Gaúchos (1977), Antologia da Literatura Sul-rio-grandense Contemporânea (1979), Histórias de Vinho (1980), Poetas Contemporâneos (1985), A Genealogia da Palavra (1989), Poemas de Amor (1991), Carlos Nejar – “Minha voz se chamava Carlos” (1993, 2ª ed. 1994), A Poesia da Geração de 60 (1995), Antologia de Poetas Brasileiros (2000), Os Melhores Poemas de Carlos Nejar (1981, 2ª ed. 1997, 3ª ed. 2013), Os Cem Melhores Poemas do Século (2001), Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século (2001), Breve História do Mundo (2003), Os Dez Mandamentos (2001), Histórias de Amor (2003).
Estrangeiras:
La Poesía Brasileña en la Actualidad (1969), Las Voces Solidarias (1978), Poemas – revista Poesia (1978), Dois Poetas Novos do Brasil – Lisboa (1972), Antologia da Novíssima Poesia Brasileira – Lisboa (1981), Antologia do Círculo de Poesia – Lisboa (1977), Lateinamerika – Stimmen Eines Kontinents – Alemanha (1974), Brasilianische Poesie des 20. Jahrhunderts – Berlim (1975), The Tree of the World – EUA (1980), Poems from Canga – EUA (1981), Yoke (Canga) – EUA (1981), World Literature Today – EUA (1979), A Idade da Eternidade – Porto (1981), Dieser Tag Voller Vulkane – Alemanha (1984), Anthologie de la poésie brésilienne – Paris (1986), Anthologie de la nouvelle poésie brésilienne – Paris (1988), Savremena Poezija Brasila – Iugoslávia (1987), Pérolas do Brasil – Budapeste (1993), Poeti brasiliani contemporanei – Veneza (1997), A Idade da Eternidade – Poesia Reunida – Lisboa (2001), 16 Poemas de Carlos Nejar – Madrid (2015).
Traduções realizadas por Carlos Nejar
Jorge Luis Borges – Ficções (1970), Elogio da Sombra (1971)
Pablo Neruda – Memorial de Ilha Negra (1977, 1980), As Uvas e o Vento (1980), Cem Sonetos de Amor (1979)
Obras de Carlos Nejar traduzidas para outros idiomas
Alemão: Von der Grausamkeit der Dinge (1992, 2002)
Inglês: The Age of the Dawn (1993)
Francês: La Férocité des Choses (2001)
Espanhol: La Edad de la Aurora (2004)
Italiano: Miei Cari Vivi (2004)
Outras traduções recentes em coletâneas internacionais (2013–2017)