
Patrono: Jamil Al Mansur Haddad
Cadeira: 21
Seção: Letras

Jamil Almansur Haddad (São Paulo, 13 de outubro de 1914 — São Paulo, 4 de maio de 1988) foi crítico, ensaísta, poeta, historiador, teatrólogo, antologista e tradutor.
Poeta da Geração de 45, colaborou em diversos jornais de São Paulo.
Formou-se em Medicina em 1938, chegando a diretor do Departamento de Cultura da Associação Paulista de Medicina. Foi também presidente da Casa Castro Alves e casado com a escritora Helena Silveira.
Participou do I Congresso Brasileiro de Escritores, iniciado em 22 de janeiro de 1945, no Teatro Municipal de São Paulo. O congresso representou uma manifestação dos escritores contra a falta de liberdade de expressão durante a ditadura de Getúlio Vargas e contribuiu para agravar a crise do Estado Novo.
Jamil Almansur Haddad presidiu o Clube de Poesia de São Paulo. De origem libanesa, converteu-se ao Islamismo.
A cidade de São Paulo homenageou-o dando seu nome à biblioteca de Guaianases: Biblioteca Pública Municipal Jamil Almansur Haddad.

Livros e ensaios
Alkamar, a Minha Amante (Livraria Editora Record, 1935)
Orações Negras (Livraria Editora Record, 1939)
Orações Roxas, Novas Orações Negras, Orações Vermelhas (Editora Cultura, 1943)
Romantismo Brasileiro e as Sociedades Secretas do Tempo (Monografia, Universidade de São Paulo, 1945)
A Lua do Remorso (Livraria Martins Editora, 1951)
As Obras-Primas da Poesia Religiosa Brasileira (Livraria Martins Editora, 1954)
Romanceiro Cubano (Brasiliense, 1959)
Álvares de Azevedo, a Maçonaria e a Dança (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1960)
Revisão de Castro Alves (Edição Saraiva, 1953)
Literatura e Mistificação (Emp. Jornalística, 1967)
Contos Árabes
Histórias Galantes
História Poética do Brasil
O que é Islamismo? – Coleção Primeiros Passos
Raízes de Castro Alves
Traduções
As Flores do Mal, de Charles Baudelaire (Difel, 1958)
Lírica, de Safo (Edições Cultura, 1942)
Cântico dos Cânticos (Saraiva, 1950)
Rubaiyat, de Omar Khayyam (Civilização Brasileira, 1956)
Cancioneiro, de Petrarca
Decamerão, de Boccaccio
Odes, de Anacreonte (José Olympio, 1952)
Odes e Baladas, de Victor Hugo (Editora das Artes, 1960)
A Arte de Amar, de Ovídio (Biblioteca, 1964)
O Brasil Literário, de Ferdinand Wolf (Cia Editora Nacional, 1955)
Poesias Escolhidas, de Giosuè Carducci (Delta, 1962)
Prêmios
Orações Negras – Prêmio de Poesia pela Academia Brasileira de Letras, 1937
Raízes de Castro Alves – Prêmio da Comissão Julgadora de Ensaios “Adhemar de Barros”, São Paulo, 1950