
Patrona: Diana Mussa
Cadeira: 14
Seção: Ciências

Diana Mussa (Campos dos Goytacazes, 19 de janeiro de 1932 — Rio de Janeiro, 8 de maio de 2007) foi uma geóloga e paleobotânica brasileira, reconhecida como autoridade mundial no estudo da flora do Devoniano e considerada a primeira paleobotânica do Brasil. Atuou como professora e pesquisadora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Filha de imigrantes libaneses, desde a infância demonstrou interesse pela natureza e pelos processos naturais. Em 1952, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou História Natural e Geologia na então Universidade do Brasil (atual UFRJ). Realizou estágios com importantes pesquisadores nas áreas de Botânica e Geologia, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e no Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo.
No final da década de 1950, ingressou no Convento das Clarissas, dedicando-se ao trabalho voluntário com populações pobres na região amazônica, onde conciliou a missão religiosa com pesquisas sobre madeiras fósseis. Após retornar ao Rio de Janeiro por motivos de saúde, passou a atuar na Comissão Nacional de Energia Nuclear e iniciou sua pós-graduação na Universidade de São Paulo (USP), defendendo, em 1982, a tese Lignitafofloras Permianas da Bacia do Paraná, aprovada com louvor.
Ao longo de sua carreira, foi pesquisadora do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), atuou no Museu Nacional e tornou-se Professora Adjunta de Paleobotânica em 1993, consolidando sua contribuição pioneira à paleobotânica brasileira.

Gêneros de plantas fósseis descritos